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São listados seguidamente os ducados que sobrevivem nos dias de hoje:



Cadaval* (1648)
Lafões E MIRANDA DO CORVO* (1718)
Vitória (1812)
TERCEIRA* (1832)
Palmela (1833)
Saldanha* (1834)
Loulé (1862)
ALBUQUERQUE (1886)
CADAVAL-GUERRAND-HERMÈS (2001)

* Honras de parente da casa real

Para uma introdução aos títulos nobiliárquicos portugueses sugere-se o seguinte texto.

Uma vez que várias obras podem ter diferentes critérios de taxonomização da nobreza e da família real eu apercebi-me desde o início que ao listar os mais altos títulos portugueses actualmente em existência não iria ser tarefa fácil. Decidi por isso criar linhas mestras que podem ou não coincidir com a dos editores de cujas obras cito na bibliografia. De modo a que hajam critérios de equidade para com a listagem de todas as honras em existência dentro e fora da Casa Real terei em conta que:

  • Se consideram nulas e sem efeito as concessões e mercês criadas por S. A. R. o Príncipe D. Duarte Nuno anteriores a 2 de Julho de 1932, (ou pela infanta D. Aldegundes enquanto tutora), por parte do Senhor D. Miguel (II) e do ex-rei D. Miguel I (Cf. ‘Os títulos miguelistas’ por Lourenço Correia de Matos in Armas e Troféus 2004,IX, pp. 275-312) . Assim sendo os duques de Lafões são penalizados na sua numeração e, estritamente, o Senhor D. Miguel (II) de Bragança (1853-1927) nunca terá sido duque de Bragança nem o seu filho primogénito duque de Viseu.
  • Os títulos concedidos em vidas e não renovados por nenhuma entidade competente, como o extinto Conselho de Nobreza ou o Instituto da Nobreza de Portugal, consideram-se extintos ou dormentes.
  • As criações hereditárias (chamadas de juro e herdade) estão listadas a sublinhado e consideram-se, por omissão, em existência nos seus herdeiros actuais a não ser que seja expressamente negado o seu uso por S. A. R. o Príncipe D. Duarte Pio ou entidades supracitadas. A atitude existente no regime monárquico exigia legalmente que as mercês fossem renovadas com autorização régia mediante o pagamento de direitos de encarte – na altura quantias exorbitantes (um duque pagaria 500$000 réis só de imposto de selo) isto com a finalidade de criar rendimento para a Fazenda (hoje ministério das Finanças) – mas uma vez que esses direitos deixaram de existir com a revolução de 1910 a prática de pedido de autorização para uso do título passa a ser uma mera formalidade. Quando haja falta de conhecimento de autorização régia num titular de juro e herdade esta será anotada no devido perfil.
  • Salvo a devida dispensa, a Lei Mental limita a sucessão de títulos hereditários em herdeiro varão e exclui a herança e descendência feminina bem como toda e qualquer linha colateral ou transversal do último titular até ao dia 13 de Agosto de 1832, altura em que foi decretada a sua extinção por ser contra os princípios liberais da época. Sucessões após esta data podem recair em qualquer herdeiro do primeiro titular pela ordem sucessória usual da lei vincular - sucessão agnática-cognática ou sucessão mista i.e. prioritariamente aos varões da mesma linha e seus descendentes e depois às senhoras e seus descendentes varões na mesma ordem.

Extinta a descendência do primeiro titular de uma honra hereditária considera-se também o título extinto. Esta é a actual política do Instituto de Nobreza de Portugal. No entanto já houve precedentes em que a Coroa recria a velha mercê de novo em irmão ou parente do primeiro titular (e.g. Terceira, recentemente, e também outros antes de 1910).


(1838) Cardoso, João Carlos Feo; Pinto, Albano da Silveira Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal, recompilação Braga 1991

(1883) Pinto, Albano da Silveira; Sanches de Baena, Visconde Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal, recompilação de Santos, Fernando; Barroso, Luís; Castro, Rodrigo de (1991).

(1915) Funchal, Marquês do Trabalhos da Academia das Sciencias de Portugal, 1915 p. 107

(1960) Zuquete, Afonso (ed.) Nobreza de Portugal e do Brasil, 3ª edição –Zairol Editores, 2000

(1985) Corrêa, Manuel de Mello Anuário de Nobreza de Portugal, Volume III, Tomo I

(2000) Boletim Oficial do Conselho de Nobreza: Títulos 1948-1998, ANHP, Lisboa

(2004) Matos, Lourenço Correia de D. Manuel II e a Nobreza – Títulos Autorizados no Exílio, Dislivro Histórica

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