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Ducado com honras de Parente da Casa Real.
El-Rei D. Pedro II teve um filho
natural legitimado com D. Ana Armanda de Vergé – S. A. o Senhor D. Miguel de Bragança
(1699-1724). Sua Alteza casou com D. Luísa Antónia Inês Casimira de Sousa Nassau
e Ligne, por direito próprio, 6ª condessa de Miranda do Corvo e 30ª senhora da
casa de Sousa e criada duquesa de Lafões (carta de El-Rei D. João V de 22 de
Junho de 1718) pouco depois do baptizado do seu filho, também duque de Lafões
por criação hereditária de 17 de Fevereiro de 1718. Assim nasce esta nobre casa
ducal.
O actual titular é Sua Excelência D.
Afonso Caetano de Bragança, 9º duque de Lafões, 10º marquês de Arronches, 13º conde de Miranda do Corvo, nascido em
11 de Janeiro de 1956. Casou-se em Odivelas (1979) com a Srª Maria Madalena do
Casal-Ribeiro Bravo
(1953- ). O casal tem dois filhos : D. Carolina de Bragança (n. 1980) e D.
Miguel Bernardo, o marquês de Arronches (n. 1982).
Os títulos de marquês de Marialva e conde de Cantanhede foram
renovados por alvará do Conselho de Nobreza após a sua extinção por falta de
linha varonil. O actual duque de Lafões herdou representação genealógica das
casas de Marialva e Cantanhede por via do matrimónio do 2º duque com a filha do 5º
marquês de Marialva, D. Henriqueta de Lorena e Menezes (1772-1810).
Reside o duque de Lafões em Lisboa,
no seu palacete situado na calçada com o seu nome - a Calçada dos Duques de
Lafões.

Criações
·
Parente da Casa Real - 1715
·
Ducado de Lafões – 17 de Fevereiro de 1718
·
Ducado
de Miranda do Corvo – 13 de Maio de 1796, criação vitalícia extinta
· Marquesado de Marialva – 11 de Junho de 1661 (alvará de
confirmação de 14 de Maio de 1675). Renunciado pelo 8º duque, D. Lopo, em favor
do sobrinho D. Diogo.
·
Marquesado de Arronches – 26 de Junho de 1674
·
Condado de Cantanhede –
circa 1479.
Renunciado pelo 8º duque, D. Lopo, em favor do sobrinho D. Diogo.
·
Condado de Miranda do Corvo – 21 de Março de 1611
·
Senhorio de Sousa –
circa 800 A. D.
Foram duques de Lafões:
1)
Sua
Alteza D. Luísa Antónia Inês Casimira de Sousa Nassau e Ligne (1694-1729).
2) D.
Pedro de Bragança e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva (1718-1761), por
sucessão 3º marquês de Arronches.
3)
D.
João Carlos de Bragança e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva (1719-1806),
conselheiro de estado de D. Maria I. Estudou direito canónico
em Coimbra, tendo interrompido os estudos e viajado pela Europa durante todo o
reinado de D. José I.
4)
D. Ana de Bragança e Ligne Sousa Tavares
Mascarenhas da Silva (1797-1851),
casou com D. Segismundo Caetano Álvares Pereira de Mello, secundogénito da casa
Cadaval, tornando-se duque de Cadaval jure uxoris (consorte). Tiveram
uma filha: D. Maria.
5)
D.
Maria Carlota de Bragança e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva (1820-1865).
Casou em 1853 com D. Pedro de Portugal e Castro, bacharel em direito e 6º filho
dos marqueses de Valença (com sangue real da dinastia de Avis, daí o sobrenome 'de
Portugal'). Deste casamento nasceram 5 filhos: D. Ana, condessa de
Bertiandos pelo casamento, D. Caetano (herdeiro), D. José de Bragança, D.
Segismundo nascido em 1858, e D. João de Bragança nascido em 1859.
6)
D.
Caetano de Bragança e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva (1856-1927). Par
do reino por direito hereditário (carta de 1882)
7)
D.
Afonso de Bragança (1893-1946)
8)
D.
Lopo de Bragança (1921-2008)
9) D. Afonso Caetano de Barros
(1956- )
Nota: Os títulos
hereditários de marquês de Marialva e, o seu subsidiário, conde de Cantanhede
foram extintos por força da Lei Mental (carência de herdeiros masculinos
directos) após o falecimento do 6º marquês, D. Pedro Menezes Coutinho
(1774-1823). Os títulos foram ressuscitados por S. A. R. o Príncipe D. Duarte
Nuno, por recomendação do Seu Conselho de Nobreza em 1947,na pessoa do 8º duque
de Lafões, herdeiro genealógico dos marqueses de Marialva.
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