Início D. Duarte D. Afonso D. Dinis D. Maria D. Isabel
 
 

Casa Real
Ducados Reais
Duques
Memória
Leis
Sucessão
Sobre mim
Armorial Real
F.A.Q.s

Este sítio foi escrito com uso abundante de consoantes mudas, português arcaico e ao abrigo dum total desrespeito pelo acordo ortográfico.

Concebido com Sharepoint Designer.

Número total de acessos:


 S.A., O Infante

 

SUA ALTEZA SERENÍSSIMA O INFANTE Dom Dinis de Santa Maria Miguel Gabriel Rafael Francisco João, por Decreto de Sua Magestade Imperial e Real El Rei Dom Pedro IV de gloriosa memória, o 4º duque do Porto, n. 25 de Novembro de 1999.

 Criações

  • Ducado do Porto : 4 de Abril de 1833

Duques do Porto –

1)     D. Maria II (1819-1853)

2)     D. Luís I (1838-1889)

3)     D. Afonso (1865-1921)

4)     D. Dinis (1999- )

 

Nota: D. Maria da Glória assumiu o título de duquesa do Porto por instrução de Seu Augusto Pai, D. Pedro IV, quando embarcou do Rio de Janeiro rumo à Europa para contrair esponsais com o seu tio o infante D. Miguel, duque de Beja.

Decreto da criação do ducado do Porto sobre os segundos filhos dos monarcas portugueses pela Junta Governativa do Reino para comemorar a ajuda e lealdade na reconquista da cidade do Porto pelo exército liberal :

«Havendo-se, em todos os tempos, distinguido a Mui Nobre e Leal Cidade do Porto, pelo seu patriotismo e pela fidelidade e amor aos seus legitimos Soberanos; e havendo em muitas occasiões a mesma cidade sacrificado a tão generosos sentimentos grandes despezas, e corrido os seus habitantes, por causa d'elles corajosamente os maiores riscos; o que a tem feito creadora de muitas honras e distincções, que os Senhores Reis d'estes Reinos, em differentes épocas, lhe tem concedido; - na época presente, excedendo a si mesma, tem dado, por espaço de muitos mezes, á Nação Portugueza e ao Mundo os mais heroicos exemplos de todas as virtudes civicas, do mais vehemente amor pela liberdade e regeneração da Patria, e da mais cordeal adhesão á Causa sagrada dos Direitos de Minha Augusta Filha e Senhora D. Maria II : fazendo como tem feito, em serviço de tão justa Causa, um completo abandono de sua tranquilidade, de suas vidas e de sua fazenda, este Povo de heroes tem adquirido para si um dos logares mais distinctos na historia Portugueza, e conquistado invencivelmente a admiração de todos os povos civilisados, para quem o amor da Patria, a fidelidade e a honra são o primeiro dever.

Tomando, pois, em consideração tantos e tão justos motivos, e querendo dar por elles á Mui Nobre e Leal Cidade do Porto uma demonstração publica, que perpetue a lembrança de tão generosos e leaes sacrificios, e que, ao mesmo tempo, sirva de testemunho de reconhecimento pelo amor e adhesão, que tem mostrado á Pessoa de Minha Augusta Filha, e á Minha:

Hei por bem, em Nome da mesma Augusta Senhora, Decretar que, de ora em diante, o Segundo Filho ou Filha dos Senhores Reis d'estes Reinos, tome o Titulo de Duque, ou Duqueza do Porto; Titulo que Eu para fazer honra aos nobres Portuenses, já quando Minha Augusta Filha sahiu da Côrte do Rio de Janeiro, para vir pela primeira vez á Europa, Mandei que Ella tomasse ; em consequencia de tão honrosa mercê, concedida a esta illustre Cidade, o Escudo de Armas da Camara Municipal d'ella será ornado com uma Corôa Ducal ; e em honra da coragem e devoção civica dos seus habitantes, será o mesmo Escudo accrescentado com a Insignia da Gran Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada do Valor Lealdade e Merito, servindo o Colar de orla ao mesmo Escudo, e tendo pendente a Medalha ; tudo na fórma do desenho, que baixa com o presente Decreto.

O Ministro e Secretario de Estado dos Negocios do Reino o tenha assim entendido, e expessa os despachos necessarios. Paço no Porto, em 4 de Abril de 1833 = D. Pedro, Duque de Bragança = Cândido José Xavier. »

 

Brasão : Portugal com lambel de ouro de três pontas, a da direita sendo carregada com as armas de Herédia. Coroa de infante.